As camisas mais bonitas da Copa do Mundo de 2014

– “E aí, Sérgio, qual é a camisa mais bonita da Copa?” – me perguntaram outro dia.

Sendo assim, respondo: desde 94 acompanho futebol e presto atenção em todos os uniformes. Como dizem os meus, “eu adoro uma roupinha”. E eles estão certos! Rs! Me lembro nitidamente das amplas modelagens, dos tecidos brilhosos, dos exageros nas padronagens estampadas, dos jacquards ou coisas do gênero. Me lembro de Iguita, de Valderrama, de Lalas e também de Jorge Campos. Esses caras foram importantes pra mim e me influenciam até hoje. Brigado, galera!

jorge campos mexico 94

lalas usa 04

valderrama colombia 94

Naqueles tempos, quem dominava era a Adidas e a saudosa Umbro, que sabe-se lá que fim levou. A Nike ainda não investia em futebol, o que só aconteceu em 96 quando apareceu o fenômeno – até então – Ronaldinho. Já na Copa seguinte (98), ela já era fabricante das camisas de algumas seleções, dentre elas, Brasil, Holanda e EUA, claro.

Deixando a saudade de lado, vamos falar dela: a Copa das Copas da Dilma. Tá tendo muita Copa, viu?! E se camisa ganhasse Copa, essas seriam as campeãs.

Direto ao ponto indico aqui as minhas favoritas, seguindo um critério totalmente intangível, puro achismo e gosto pessoal. Mentira, tô brincando. Rs!

5º Lugar: Holanda, uniforme 2.

Com uma padronagem tom sobre tom que varia entre azul royal e marinho, essa camisa já arrebata a quinta colocação sem precisar de muita história, é pelo visual mesmo. Isso sem falar no laranja dos detalhes que grita quando combinado com o azul. Linda demais, hit no posto 9. Palmas para o pôr do sol no Arpoador!

camisa_2_holanda_nike_2014

 

holanda_ipanema

 

4º Lugar: México, uniforme 1.

Ganhou ainda mais vida com os raios horizontais e o escudo centralizado, além das variações de tons de verde. Dizem que os raios fazem alusão às icônicas máscaras da “lucha libre”.

camisa_1_mexico_copa_2014_adidas

 

3º Lugar. Rússia, uniforme 1.

Confesso meu fraco pelo grená (viva o Flu), mas os detalhes dourados e as cores da bandeira no braço já valem o terceiro lugar. Leia-se, a Rússia já teve uma camisa ainda mais linda, quando as cores da bandeira eram usadas como uma faixa diagonal, vide Vascão.

camisa_1_russia_copa_2014_adidas

2º Lugar. Alemanha, uniforme 2.

Se a Adidas realmente pensou em fazer alusão à camisa do Mengão (clube que também patrocina), mandou muito, muito bem! De cara já vendeu milhares de camisas, antes de mesmo da Copa e conquistou a simpatia da “nação”. Visualmente a camisa é linda, o que me faz pensar o quão passional podemos ser mediante a rivalidade, pois não consigo dizer o mesmo da camisa do Flamengo.

camisa alemanha flamengo mengão rubro negra

camisa alemanha flamengo copa do mundo adidas

 

1º Lugar. França, uniforme 1 e 2.

New-France-Home-Jersey-2014 

O que dizer? Modelagem impecável, slim, sem ser grudada que nem lycra (Itália, bleh!). Gola com peitilho (abertura) que lembra mais uma camisa social do que uma polo, pegada de alfaiataria, mesmo. A zzul é índigo, cor original do jeans; e a branca é listrada, mas super discreta, remetendo ao estilo navy, super popular entre os hipsters de hoje e outrora. Tem também o galinho simpático. O trauma passou, poderia usar tranquilamente essa camisa.

frança_2_navy_nike_2014

New-France-Away-World-Cup-Kit-2014

Curtiu? Se não, é futebol, e esse não se discute. 😉
Se sim, clique aqui no link pra conferir mais peripécias dessa coluna de moda masculina sem frescura.

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Formado em 2006 pelo IFF em Design Gráfico, Sérgio Barbosa não se limitou à sua área de formação acadêmica, também já trabalhou como designer de moda e gestor de projetos de co-branding, licenciamento e mídia indoor na empresa Reserva. Como empreendedor criou o site de arte e humanidades deli, e também o selo de sportwear BRAVO F.C., cuja proposta é: aproximar as pessoas das suas paixões. Através de projetos de licenciamento de clubes de futebol de menor expressão, para desenvolvimento e comercialização de linhas de produtos premium. Um sonhador, romântico inveterado, deveras apreciador do bom uso da palavra, assim como das artes em suas diversas aplicações, dentre todas as outras formas de amor.