Arcade Fire: o melhor show do Lollapalooza 2014

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“Ah, só pra te avisar: com certeza eu vou chorar nesse show”, eu disse para meu amigo. E não deu outra. Rever o Arcade Fire – que, na minha opinião, é a melhor banda da atualidade – foi emocionante. Sabe lavar a alma?  Então, foi essa a sensação depois de 1 hora e meia de show, diante daquela banda enorme, que preenche o palco e os ouvidos.

O show começou com Reflektor, a música-chave do álbum homônimo, produzido pelo incrível James Murphy e sobre o qual falei aqui na Deli. Na sequência, um pouco dos 3 álbuns anteriores, com pontos altos para Neighborhood #1, Neighboorhood #2 (Laika) – que a banda nao tocava desde 2011 e o fez depois de uma campanha de fãs brasileiros na internet – e The Suburbs.

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Tudo no palco do Arcade ganha grandes proporções. Para se apresentar, o sexteto dobra o número de integrantes. No palco, projeções, placas de metal, urso espelhado. As roupas coloridas dos integrantes iluminam e prendem o olhar, assim como são divertidamente bizarras as mega cabeças de papel maché que eles também usaram nas primeiras fotos de divulgação de Reflektor.

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Um amigo comentou que achou banda de fácil assimilação para o público brasileiro, pelo som percussivo. Reforçando o link, durante o show, o Arcade usou trechos de “O morro não tem vez” (de Tom Jobim e Vinícius de Moraes), “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso) e “Nine out of ten” (Caetano Veloso). O clima de Carnaval apareceu em Here comes the night time, com direito a chuva de papel picado.

Wake Up fechou o show, com um coro de toda a platéia, feliz. Wake Up, curiosamente, foi a música que abriu o primeiro show da banda no Brasil, no Tim Festival, em 2005. Memorável.

OBS: Win Butler (o vocalista) prometeu: Se o Brasil ganhar a Copa, fará o próximo show no país vestido com as cores da Seleção.

Nota do Editor em 09/07/2015: Como o Brasil tomou de 7 x 1, será que ele fará o próximo show por aqui com a camisa da Alemanha? :)

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Crib Tanaka é carioca, formada em jornalismo e em moda, com MBA em marketing. É sócia da Vanilla, empresa focada em marketing estratégico, onde traduz algumas de suas paixões. Crib tem passagens por veículos como Reuters, Jornal do Brasil, Moda Brasil e revista Simples, além de ter colaborado com diversas iniciativas culturais, como as revistas Mosh e Jukebox e, na internet, com os sites Pessoas do Século Passado, Cronópios, Falaê!, Spamzine, Splash e Txt Magazine. Tem textos publicados nos livros: Paralelos 17 contos da nova literatura brasileira (ed. Agir) e 46 livros de moda que você não pode deixar de ler (ed. Memória Visual). Nas horas nem tão vagas, escreve contos para respirar melhor e tira fotos para registrar ângulos internos.