O HOMEM HOMEM da Old Spice e o preconceito

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baby, light my fire

O mercado consumidor está cada vez diversificado e é uma constante a criação de novas marcas para atender a tantas ramificações do mesmo. Sim, eu sei que parece mais um artigo com “puta sacadas” óbvias de marketing, mas não, não é bem assim. Acho importante pensarmos sempre no cunho social e impacto comportamental que as campanhas de grande expressão podem adquirir, ainda mais em terra Brasílis, onde tudo pode, mas ainda assim é o país da família, rs. Sem comunismo e sem putaria, pf. Rs.

Não é de hoje que as discussões sobre orientação sexual são acaloradas nesse quase continente Brasil. Embora tenhamos  progredido nos últimos tempos, sabemos sobre a gravidade da desinformação e a ignorância da grande massa perante ao tema, entre outros do gênero que possuem caráter retrógrado. Vide pesquisa do IPEA que causou polêmica na semana que passou, sabemos que o Brasil é sim um país machista, e altamente preconceituoso.

O supra citado, enaltecido quase mito da última meia hora Homem Homem da Old Spice é nocivo e bacanão, ou endossa um estereótipo clássico, deveras preconceituoso? Sexismo é latente, e mesmo sendo a Old Spice uma marca irreverente, sabemos que mensagem tomará um viés preconceituoso na interpretação do público, haja visto a nossa realidade, ignorância por diversos motivos, um deles o religioso.

Quem não quer ser o Malvino Salvador(machão do momento da Globo) acendendo uma vela com lança chamas? Isso é como tiro de canhão em passarinho(aquele carinha do relógio maior que o pulso). Há um complexo com o tamanho, reparem.

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Blog de machinho, Orgulho Hétero, bitolação agressiva. Olha, é da Record!

Talvez na cabeça do publicitário esteja claro que o Homem Homem pode ser gay, mas na cabeça do público está? Claro que não. O Homem Homem quando veiculado à massa vira o machão, alfa, hétero, que até conhece gays, mas repudia. Se esse era o objetivo, parabéns para as agências  Grey com a Wundermann, pois o sucesso em vendas é garantido.

Em esferas menos pensantes há a confusão entre sexo, gênero e orientação sexual, pasmem. Por isso acho que a campanha pode sim e vai, tomar conotação preconceituosa. Anacrônico, e binário, em tempos de “tá pedindo” o Homem Homem reforça a mentalidade que ainda é maioria.

O tema é uma constante em nossos posts, se você concorda, ou se não, leia também O Homem Feminino.

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Formado em 2006 pelo IFF em Design Gráfico, Sérgio Barbosa não se limitou à sua área de formação acadêmica, também já trabalhou como designer de moda e gestor de projetos de co-branding, licenciamento e mídia indoor na empresa Reserva. Como empreendedor criou o site de arte e humanidades deli, e também o selo de sportwear BRAVO F.C., cuja proposta é: aproximar as pessoas das suas paixões. Através de projetos de licenciamento de clubes de futebol de menor expressão, para desenvolvimento e comercialização de linhas de produtos premium. Um sonhador, romântico inveterado, deveras apreciador do bom uso da palavra, assim como das artes em suas diversas aplicações, dentre todas as outras formas de amor.