Mike Giant: papel, pele e tinta.

O que poderíamos considerar o avô moderninho. Todo tatuado, lenda do graffiti e agora sócio de uma marca que alguns taxariam de conservadora. Mike Giant.

Nascido em Nova Iorque, se mudou para a cidade de Albuquerque, Novo México ainda garoto. Foi ali que ele recebeu a maior carga visual usada nos seus trabalhos, influenciada pela cultura latina e religiosa local. Após alguns anos se mudou para São Franscisco, Califórnia, e foi nesse período que começou a se envolver na cena urbana. Começou a grafitar e depois a tatuar. Ele também assinou artigos sobre graffiti e ilustrou várias capas de revistas de skate dos anos 90.

Seu trabalho tem muito da influência punk rock e do hip hop. Seus desenhos são marcados pelo preto e  branco que fogem dos já saturados gráficos vetoriais. Existe um processo analógico, movimento, pulsação nos traços. O artista confessa, sua preferência pelo monocromático se deve muito ao fato de ser daltônico vermelho / verde e não conseguir identificar bem as nuâncias das cores. “Eu apenas gosto do preto e branco,… como se lê à distância. Há muito pouco espaço para erro … tudo fica mais simples.”

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Pretty-Girls-Skate-and-Tattoos-Pin-Ups-by-Mike-Giant-10No final dos anos 90, surgiu um site muito popular na Califórnia, HiFiArt gerenciado por Josh D. Ele se dedicava a falar sobre a cena do graffiti local. Mike na época ficou famoso por escrever ótimos artigos sobre graffiti, e assim se tornaram muito próximos.

Entre algumas sessões de tatuagem e muita cerveja Josh sugeriu que fizessem uma linha exclusiva de camisetas Mike Giant. O negócio deu certo, cresceu; e assim nasceu a REBEL8, marca enraizada na cultura urbana, skate, graffiti e tatuagem. O selo tem como essência utilizar desenhos originais ilustrados à mão com praticamente nenhuma manipulação por computador, e Mike é a lendária figura criativa por trás disso tudo.

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Em 2012 lançou a série Confessions of an old Dirty Skateboarder. Onde desenha em sobreposição à fotos de um ensaio com meninas que imprimem(ainda que de forma rasa) a rebeldia dos anos 80 implícita ao contexto social do skate. Vide:

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Se quiser ver mais sobre o artista vale dar um confere nessa entrevista:

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Graduado em Design Gráfico, mas com a cabeça aberta (quase uma esponja) afim de absorver informações de arte, design, moda e música, processa-las e espalhar por aí suas impressões. Violinista em hiato, promete todos os anos voltar à ativa. Atualmente desenha estampas para uma marca de camisetas, mas tem experiência em outros campos do Design Gráfico. Mas o que importa no fim do dia é dar uma boa risada.